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Direitos autorais - Rodrigo Castilhos Heck. Tecnologia do Blogger.

Quem somos?

Esse blog tem intuito de difundir o batuque do Rio Grande do Sul. A base do blog é as pesquisar feitas por seu fundador, Rodrigo Heck. Cujo é Babalorixá da nação de Cabinda, e também cacique de Umbanda e Quimbandeiro. Os textos aqui publicados têm referencias bibliográficas de livros, internet e textos obtidos nos fóruns que o autor participa. Esse blog é aberto à discussão, e pedimos a colaboração de todos os amigos que visitarem que deixem seus comentários, sugestões e criticas, para que possamos melhor a cada dia nosso trabalho.

Jogo de búzios e cartas com hora marcada

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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Documentário produzido pelo Canal Futura, falando sobre espiritualidade das religiões negras no Brasil.

Mojubá é uma saudação em Ioruba. É também o nome dos sete documentários sobre religiosidade de matriz africana, quilombos e cultura afro-brasileira a serem exibidos a partir do mês de novembro no Futura. A série, que faz parte do projeto A Cor da Cultura, pretende mostrar as características dos orixás das religiões afro-brasileiras e sua relação com aspectos da vida cotidiana brasileira, como a língua, a culinária, a organização social e a relação com o meio ambiente


Parte 1


Parte 2


Parte 3



Diretos AutoraisTodo arquivo PDF, MID e outros nesta seção "Domínio Público" encontra-se no site www.dominiopublico.gov.br. Respeite os direitos autorais. Conteúdo para uso de estudos ou pessoal.






Essas imagens apesar de serem fortes para leigos em nossa religião, retratam bem os diversos ritos ainda praticados nos dias de hoje no querido continente Africano. Estamos coletando imagens para divulgar aqui para você.

Simpatia para se livrar da Inveja (Iansã)

Panela de barro pequena.
Espada de Iansã pequena.
Maça.
Pipocas.
Galhos de pitangueira .

Estourar as pipocas (não acrescentar sal), logo após forrar o fundo da panela com as mesmas. Acomodar a maça em cima da pipoca, enfeitar com os galhos de pitangueira e em seguida acomodar a espada na panela.
Por esse axé em local alto dentro da sua residência, se possível perto da porta de entrada. Deixar o axé disposto por um período de 14 dias e logo após despachar em um verde qualquer fora do pátio em que reside, somente ao galhos de pitangueira, as pipocas e a maça. Reutilizando a panela e a espada por tantas vezes que for necessário.

Rodrigo d'Xapanã

quarta-feira, 30 de setembro de 2009



O consagrado autor Fernandez Portugal Filho nos brinda com uma raridade no campo da bibliografia afro-brasileira: o Guia Prático da Língua Yorùbá em quatro idiomas: português, espanhol, inglês e yorùbá.

Esta obra completa o novo horizonte que se levanta para os interessados nas raízes culturais africanas no Brasil: o plano internacional, ou melhor, aquilo que se denominou "Américas Negras".

Guia Prático da Língua Yorùbá foi escrito na tradição nigeriana, com pequenas frases da sabedoria yorùbá que não podem ser entendidas isoladamente e que guardam uma visão de mundo que muitas vezes permanece invisível aos olhares ocidentais.

Este livro tem o poder de sanar várias dúvidas, pois percorre meticulosamente a gramática original, além de esclarecer o intrincado tecido lingüístico bordado por nossos ancestrais.

Seu glossário abre um leque imenso de opções, e a quantidade de palavras do vocabulário moderno prova que este não é um livro voltado para o passado.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

São trechos de pontos de Umbanda em louvor ao caboclo Ogum. São pontos cantos com duração de 30 segundos para ser escutado direto do site ou você pode optar por baixar o arquivo completo para seu computador. Esses pontos foram extraídos da internet e não condizem com grande parte dos terreiros do Rio Grande do Sul, mas com certeza vale a pena conferir.

OGUM MEGÊ
OGUM MEGÊ e OXOSSI
OGUM IARA  
Ponto geral para OGUM 
OGUM MEGÊ e OGUM BEIRA MAR
OGUM SETE ONDAS OGUM Jurou bandeira
NA ALVORADA UM CAVALHEIRO SURGIU
OGUM PISA NA LINHA DE UMBANDA

Confira esses e muitos outros pontos nos CD's comercializados pela GanLabí Artigos Religiosos, são mais de 40 títulos. Não esqueça que em breve estaremos no AR com www.ganlabi.com.br

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Esse texto foi extraído da revista Umbanda Centenária, vale a pena conferir.


Como em todo o Brasil, também no Rio Grande do Sul a Umbanda surgiu defendendo padrões e comportamentos aceitos socialmente. No entanto, não escapou a repressão policial. Segundo M. Caldas – um dos maiores intelectuais da Umbanda e do espiritismo no Rio Grande do Sul, hoje falecido, nos primeiros tempos, o Centro de Charão não possuía um endereço fixo, funcionava de forma itinerante (o endereço mudava toda semana). Além dessa instabilidade, também o próprio espiritismo e o Batuque se opuseram a Umbanda nascente. O primeiro desqualificava as suas práticas mediúnicas, o segundo não aceitava que os Orixás fossem invocados sem suas normas rituais, o que denuncia que estava em jogo uma disputa de bens simbólicos.

                De Rio grande, a Umbanda foi levada para Porto Alegre pelo capitão da Marinha, Laudelino de Souza Gomes, que fundou nessa capital a Congregação Espírita dos Franciscanos de Umbanda, em 1932, e que existe nos dias atuais. Nesse caso, é dupla a razão do termo franciscano. Em primeiro lugar pela sincretização entre São Francisco de Assis e Lokô (termo Yourubá), ou Irokô (termo Jêje), ou Orixá Tempo (Angola), isto é: a árvore gameleira branca; em segundo lugar pelo uso que seus membros faziam uma espécie de bata branca com sandálias e cordões em torno ao ventre, semelhante à vestimenta de São Francisco.



                Pernambuco Nogueira esclarece que tanto Charão quanto Souza Gomes não eram naturais do Rio Grande do Sul, e ambos tiveram na África por algum tempo. No entanto, dedicaram-se quase que exclusivamente a implantação e divulgação da Umbanda (Nogueira 2001). Outros importantes personagens divulgadores da Umbanda nesse estado foram Norberto de Oliveira, que introduziu no município de Viamão, Jesina Furtado fundadora da casa Mestre Quatro Luas; e Astrogildo de Oliveira, fundador do Templo Rainha Yemanjá Fraternidade Ubirajara.

Segundo Pernambuco Nogueira, essa ultima casa possuía [...] a peculiaridade de ter construído, nos fundos, uma miniatura de todos os Reinos em que se efetuavam os rituais, inclusive uma calunga pequena (Cemitério) para ali realizar trabalhos sem sair do local do Templo, pois se preocupava com deturpações já existentes.
Uma particularidade desses templos mencionados, e que hoje já não vigora, reside no fato de que a abertura dos trabalhos era efetuada por uma linha não mais encontrada hoje: a linha da Yaras, que se apresentavam se arrastando pelo chão, como o fariam as sereias em terra seca, e promoviam a limpeza do templo utilizando-se de água.
No mais, na Umbanda do Rio Grande do Sul são cultuados “caboclos”, “preto-velhos” e “crianças”, aos quais não são realizados sacrifícios de animais. Outrara era também cultuada a linha “linha ou povo de Oriente”, hoje quase em extinção. Segundo a representação dos Umbandistas, tratava-se de entidades bondosas, bastante evoluídas e que transmitam vibrações puras. Seus médiuns, incorporados, adotavam a postura corporal e os gestos dos povos do Oriente: chineses, indianos, árabes e ciganos. Nos trabalhos da casa de Pernambuco Nogueira manifestavam-se duas entidades indianas: Brahmayana e Nargajuna.
Hoje o “povo cigano” foi transformando em Linha de Exu. Quanto aos guias Orientais, se manifestam em poucas casas que trabalham com o que denominam de Junta Médica.

A Linha Cruzada
                Trata-se de uma expressão religiosa relativamente nova, iniciada, tudo indica, na década de 1960. Constitui, porem, a que mais tem crescido nesse Estado, sendo cultuada hoje em cerca de 80% dos terreiros. Segundo Norton Correa, “essa modalidade ritualística chama-se cruzada [...] porque, enquanto o Batuque cultua apenas Orixás e Umbanda, caboclos e preto-velhos; a Linha Cruzada reúne-os no mesmo templo, cultuando, além deles, também os exus e suas mulheres míticas, as pomba-giras – provavelmente originários da Macumba do Rio de Janeiro e São Paulo” (Correa, 1998:48).
                Ainda segundo Correa, as principais razões para o crescimento da Linha Cruzada seriam os seguintes: os custos dos rituais são mais baratos que o do Batuque; e seus membros podem reunir e somar a força mística do batuque com a da Umbanda.
                A proliferação de terreiros Cruzados tem se constituído num forte motivo de polêmica e de acusação mútua entre os membros das religiões afro-brasileiras do Rio Grande do Sul. Trata-se em verdade, de um conflito, em parte intergeracional, em que os “mais velhos” na religião tendem a considerar essa inovação como uma “deturpação” da religião dos orixás por parte dos mais jovens, ao mesmo tempo em que expressa em parte também um conflito entre os “conservadores” e os “modernos” as mudanças sendo compreendidas à tradição como uma violação dos fundamentos da religião.
                De uma maneira geral, são extremamente precários os números acerca dos terreiros existentes no Rio Grande do Sul, bem como a incidência de rituais dentro das modalidades religiosas acima referidas. Seja como for, e para dar ao menos uma idéia de grandeza, deve existir hoje cerca de 30 mil terreiros em atuação nesse estado, onde, em cerca de 80% deles, são celebrados rituais de Linha Cruzada, em 10% somente rituais de umbanda (caboclos e preto-velhos) e em 10%, somente rituais de Batuque (nação).

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Vamos começar a disponibilizar as edições de nosso jornal impresso em formato de arquivo PDF.

Baixem e vejam duas das matérias já publicadas.

Jornal 1
Jornal 2