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Direitos autorais - Rodrigo Castilhos Heck. Tecnologia do Blogger.

Quem somos?

Esse blog tem intuito de difundir o batuque do Rio Grande do Sul. A base do blog é as pesquisar feitas por seu fundador, Rodrigo Heck. Cujo é Babalorixá da nação de Cabinda, e também cacique de Umbanda e Quimbandeiro. Os textos aqui publicados têm referencias bibliográficas de livros, internet e textos obtidos nos fóruns que o autor participa. Esse blog é aberto à discussão, e pedimos a colaboração de todos os amigos que visitarem que deixem seus comentários, sugestões e criticas, para que possamos melhor a cada dia nosso trabalho.

Jogo de búzios e cartas com hora marcada

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domingo, 4 de janeiro de 2015

Ossaim, no Batuque é o médico das Nações que compõem o Batuque. É o dono das plantas medicinais e seus estudos. Sua importância é fundamental nos ritos africanos desde uma simples lavação de cabeça até o assentamento de orixás começam com o uso de suas ervas.
Todas as ervas, chás, folhas e vegetação pertencem a Ossaim; é ele quem libera a propriedade mágica das folhas nos rituais dos Orixás.
Divide com Xapanã, o axé sobre a saúde física.
  • Na Nação de Ijexá sua cor é o verde claro e amarelo. Na Nação de Cabinda, se usa o verde e branco
  • Dia da semana na nação Ijexá é segunda-feira e na nação Cabinda é segunda-feira. (Fundamentos Religiosos da Nação dos Orixás - Paulo Tadeu B. Ferreira. Ed Toqui).
  • Seu número é o 7 e seus adjuntos são Oxum e Yemanjá na Nação de Cabinda.

[1] Orixá Ossanha: é o senhor das folhas. A este Orixá pertencem todas as folhas e ervas utilizadas no culto. A lenda diz que foi Oyá que abanou a saia e fez com que os ventos espalhassem as folhas, para que desta forma, os demais Orixás pudessem apoderar-se de algumas, mas que de maneira geral, pertencem mesmo a Ossanha.
Também se conta que este Orixá teve uma das pernas amputadas, por isso na maioria das vezes, quando manifestado, ele dança e se movimenta numa só perna. Logicamente que Ossanha rege a flora, e devido ao poder de cura das plantas, sendo ele o detentor do conhecimento sobre a eficácia de cada uma delas, é um dos Orixás “médicos” do Orunmalé. Além da homeopatia, o conhecimento de cura das doenças ligadas ao esqueleto ósseo humano também tem colaboração de Ossanha. As oferendas a Ossanha devem ser entregues no interior da mata, sendo o coqueiro a árvore consagrada a este Orixá. Como se torna cada vez mais difícil encontrar áreas de mata dentro da cidade, é muito comum depositarem suas oferendas em áreas gramadas junto a coqueiros ou palmeiras, (praças, por exemplo), ou até mesmo junto a figueiras, que é uma árvore consagrada a outro Orixá “médico”, mas que mesmo assim, é aceito de bom grado por Ossanha. Suas cores são a soma do verde e do amarelo ou verde com o branco e a mistura destas, resulta em um verde bem clarinho. Seu dia da semana é a sexta-feira e o seu sincretismo afro-católico, São José na Nação Ijexá e na Nação de Cabinda é na segunda-feira


Ervas de Exu


Amendoeira: Seus galhos são usados nos locais em que o homem exerce suas atividades lucrativas. Na medicina caseira, seus frutos são comestíveis, porém em grandes quantidades causam diarreia de sangue. Das sementes fabrica-se o óleo de amêndoas, muito usado para fazer sabonetes por ter efeitos emolientes, além de amaciar a pele.

Amoreira: Planta que armazena fluidos negativos e os solta ao entardecer; é usada pelos sacerdotes no culto a Eguns. Na medicina caseira, é usada para debelar as inflamações da boca e garganta.

Angelim – amargoso: Muito usado em marcenaria, por tratar-se de madeira de lei. Nos rituais, suas folhas e flores são utilizadas nos abô dos filhos de Nanã, e as cascas são utilizadas em banhos fortes com a finalidade de destruir os fluidos negativos que possa haver, realizando um excelente descarrego nos filhos de Exu. A medicina caseira indica o pó de suas sementes contra vermes. Mas cuidado! Deve ser usada em doses pequenas.

Aroeira: Nos terreiros de Candomblé este vegetal pertence a Exu e tem aplicação nas obrigações de cabeça, nos sacudimentos, nos banhos fortes de descarrego e nas purificações de pedras. É usada como adstringente na medicina caseira, apressa a cura de feridas e úlceras, e resolve casos de inflamações do aparelho genital. Também é de grande eficácia nas lavagens genitais.
Arrebenta Cavalo: No uso ritualístico esta erva é empregada em banhos fortes do pescoço para baixo, em hora aberta. É também usado em magias para atrair simpatia. Não é usada na medicina caseira.
Arruda: Planta aromática usada nos rituais porque Exu a indica contra maus fluidos e olho-grande. Suas folhas miúdas são aplicadas nos bori, banhos de limpeza ou descarrego, o que é fácil de perceber, pois se o ambiente estiver realmente carregado a arruda morre. Ela é também usada como amuleto para proteger do mau-olhado. Seu uso restringe-se à Umbanda. Em seu uso caseiro é aplicada contra a verminose e reumatismos, além de seu sumo curar feridas.
Avelós – Figueira-do-diabo: Seu uso se restringe a purificação das pedras do orixá antes de serem levadas ao assentamento; é usada socada. A medicina caseira indica esta erva para combater úlceras e resolver tumores.
Azevinho: Muito utilizada na magia branca ou negra, ela é empregada nos pactos com entidades. Não é usada na medicina popular.
Bardana: Aplicada nos banhos fortes, para livrar o sacerdote das ondas negativas e eguns. O povo utiliza sua raiz cozida no tratamento de sarnas, tumores e doenças venéreas.
Beladona: Nas cerimonias litúrgicas só tem emprego nos sacudimentos domiciliares ou de locais onde o homem exerça atividades lucrativas. Trabalhos feitos com os galhos desta planta também provocam grande poder de atração. Pouco usada pelo povo devido ao alto princípio ativo que nela existe. Este princípio dilata a pupila e diminui as secreções sudorais, salivares, pancreáticas e lácteas.
Beldroega: Usada na purificação das pedras de Exu. O povo utiliza suas folhas, socadas, para apressar cicatrizações de feridas.
Brinco-de-princesa: É planta sagrada de Exu. Seu uso se restringe a banhos fortes para proteger os filhos deste orixá. Não possui uso popular.
Cabeça-de-nego: No ritual a rama é empregada nos banhos de limpeza e o bolbo nos banhos fortes de descarrego. Esta batata combate reumatismo, menstruações difíceis, flores brancas e inflamações vaginais e uterinas.
Cajueiro: Suas folhas são utilizadas pelo axogun para o sacrifício ritual de animais quadrúpedes. Em seu uso caseiro, ele combate corrimentos e flores brancas. Põe fim a diabetes. Cozinhar as cascas em um litro e meio de água por cinco minutos e depois fazer gargarejos põe fim ao mau hálito.
Cana-de-açúcar: Suas folhas secas e bagaços são usados em defumações para purificar o ambiente antes dos trabalhos ritualísticos, pois essa defumação destrói eguns. Não possui uso na medicina caseira.
Cardo-santo: Essa planta afugenta os males, propicia o aparecimento do perdido e faz cair os vermes do corpo dos animais. Na medicina caseira suas folhas são empregadas em oftalmias cronicas, enquanto às raízes e hastes são empregadas contra inflamações da bexiga.
Catingueira: É muito empregada nos banhos de descarrego. Seu sumo serve para fazer a purificação das pedras. Entretanto, não deve fazer parte do axé de Exu onde se depositam pequenos pedaços dos axé das aves ou bichos de quatro patas. Na medicina caseira ela é indicada para menstruações difíceis.
Cebola-cencém: Essa cebola é de Exu e nos rituais seu bolbo é usado para os sacudimentos domiciliares. É empregada da seguinte maneira: corta-se a cebola em pedaços miúdos e, sob os cânticos de Exu, espalha-se pelos cantos dos comodos e embaixo dos móveis; a seguir, entoe o canto de Ogum e despache para Exu. Este trabalho auxilia na descoberta de falsidades e objetos perdidos. O povo utiliza suas folhas cozidas como emoliente.
Cunanã: Seu uso restringe-se aos banhos de descarrego e limpeza. Substituiu em parte, os sacrifícios a Exu. A medicina caseira indica os galhos novos desta planta para curar úlceras.
Erva-preá: Empregada nos banhos de limpeza descarrega sacudimentos pessoais e domiciliares. O povo usa o chá desta erva como aromatizante e excitante. Banhos quentes deste chá melhoram as dores nas articulações, causadas pelo artritismo.
Facheiro-Preto: Aplicada somente nos banhos fortes de limpeza e descarrego. Na medicina caseira, ela é utilizada nas afecções renais e nas diarreias.
Fedegoso Crista-de-galo: Esta erva é utilizada em banhos fortes, de descarrego, pois é eficaz na destruição de Eguns e causadores de enfermidades e doenças. Seus galhos envolvem os ebó de defesa. Com flores e sementes desta planta é feito um pó, o qual é aplicado sobre as pessoas e em locais; é denominado “o pó que faz bem”. Na medicina caseira actua com excelente regulador feminino. Além de agir com grande eficácia sobre erisipelas e males do fígado. É usada pelo povo, fazendo o chá com toda erva e bebendo a cada duas horas uma xícara.
Fedegoso: Misturada a outras ervas pertencentes a Exu, o fedegoso realiza os sacudimentos domiciliares. É de grande utilidade para limpar o solo onde foram riscados os pontos de Exu e locais de despacho pertencentes ao deus da liberdade.
Figo Benjamim: Erva usada na purificação de pedras ou ferramentas e na preparação do fetiche de Exu. É empregada também em banhos fortes nas pessoas obsidianas. No uso popular, suas folhas são cozidas para tratar feridas rebeldes e debelar o reumatismo.
Figo do Inferno: Somente as folhas pertencentes a este vegetal são de Exu. Na liturgia, ela é o ponto de concentração de Exu. Não possui uso na medicina popular.
Folha da Fortuna: É empregada em todas as obrigações de cabeça, em banhos de limpeza ou descarrego e nos abôs de quaisquer filhos-de-santo. Na medicina caseira é consagrada por sua eficácia, curando cortes, acelerando a cura nas cicatrizações, contusões e escoriações, usando as folhas socadas sobre os ferimentos. O suco desta erva puro ou misturado ao leite, ameniza as consequências de tombos e quedas.
Juá – Juazeiro: É usada para complementar banho forte e raramente está incluída nos banhos de limpeza e descarrego. Seus galhos são usados para cobrir o ebó de defesa. A medicina caseira a indica nas doenças do peito, nos ferimentos e contusões, aplicando as cascas, por natureza, amargas.
Jurema Preta: Tanto na Umbanda quanto no Candomblé, a Jurema Preta é usada nos banhos de descarrego e nos ebó de defesa. O povo a indica no combate a úlceras e cancros, usando o chá das cascas.
Jurubeba: Utilizada em banhos preparatórios de filhos recolhidos ao ariaxé. Na medicina caseira, o chá de suas folhas e frutos propiciam um melhor funcionamento do baço e fígado. É poderoso desobstruíste e tónico, além de prevenir e debelar hepatites. Banho de assentos mornos com essa erva propiciam melhores às articulações das pernas.
Lanterna Chinesa: Utilizada em banhos fortes para descarregar os filhos atacados por eguns. Suas flores enfeitam a casa de Exu. Popularmente, é usada como adstringente e a infusão das flores é indicada para inflamação dos olhos.
Laranjeira do Mato: Seu uso se restringe a banhos fortes, de limpeza e descarrego. Na medicina caseira ela atua com grande eficácia sobre às cólicas abdominais e também menstruais.
Mamão Bravo: Planta utilizada nos banhos de limpeza descarrega e nos banhos fortes. Além de ser muito empregada nos ebó de defesa, sendo substituída de três em três dias, porque o orixá exige que a erva esteja sempre nova. O povo a utiliza para curar feridas.
Maminha de Porca: Somente seus galhos são usados no ritual e em sacudimentos domiciliares. O povo a indica como restaurador orgânico e tonificador do organismo. Sua casca cozida tem grande eficácia sobre as mordeduras de cobra.
Mamona: Suas folhas servem como recipiente para arriar o ebó de Exu. Suas sementes socadas vão servir para purificar o otá de Exu. Não tem uso na medicina popular.
Mangue Cebola: No ritual, a cebola é usada nos sacudimentos domiciliares. Corte a cebola em pedaços miúdos e, entoando em voz alta o canto de Exu, a espalhe pela casa, nos cantos e sob os móveis. Na medicina caseira, a cebola do mangue esmagada cura feridas rebeldes.
 Mangueira: É aplicada nos banhos fortes e nas obrigações de ori, misturada com aroeira, pinhão-roxo, cajueiro e vassourinha-de-relógio, do pescoço para baixo. Ao terminar, vista uma roupa limpa. As folhas servem para cobrir o terreiro em dias de abaçá. Na medicina caseira é indicada para debelar diarreias rebeldes e asma. O cozimento das folhas, em lavagens vaginais, põe fim ao corrimento.
 Manjerioba: Utilizada nos banhos fortes, nos descarregos, nas limpezas pessoais e domiciliares e nos sacudimentos pessoais, sempre do pescoço para baixo. O povo a indica como regulador menstrual, beneficiando os órgãos genitais. Utiliza-se o chá em cozimento.
Maria Mole: Aplicada nos banhos  de limpeza e descarrego, muito procurada para sacudimentos domiciliares. O povo a indica em cozimento nas dispepsias e como excelente adstringente.
Mata Cabras: Muito utilizado para afugentar eguns e destruir larvas astrais. As pessoas que a usam não devem tocá-la sem cobrir as mãos com pano ou papel, para depois despachá-la na encruzilhada. O povo indica o cozimento de suas folhas e caules para tirar dores dos pés e pernas, com banho morno.
Mata Pasto: Seus galhos são muito utilizados nos banhos de limpeza, descarrego, nos sacudimentos pessoais e domiciliares. O povo a indica contra febres malignas e incomodos digestivos.
Mussambê de Cinco Folhas: Obs.: Sejam eles de sete, cinco, ou três folhas, todos possuem o mesmo efeito, tanto nos trabalhos rituais, quanto na medicina caseira. Esta erva é utilizada por seus efeitos positivos e por serem bem aceitas por Exu no ritual de boas vindas. Na medicina caseira é excelente para curar feridas.
Ora-pro-nobis: É erva integrante do banho forte. Usada nos banhos de descarrego e limpeza. É destruidora de eguns e larvas negativas, além de entrar nos assentamentos dos mensageiros Exus. No uso caseiro, suas folhas atuam como emolientes.
Palmeira Africana: Suas folhas são aplicadas nos banhos de descarrego ou de limpeza. Não possui uso na medicina caseira.
Pau-d’alho: Os galhos dessa erva são utilizados nos sacudimentos domiciliares e em banhos fortes, feitos nas encruzilhadas, misturadas com aroeira, pinhão branco ou roxo. Na encruzilhada em que tomar o banho, arreie um mi-ami-ami, oferecido a Exu, de preferência em uma encruzilhada tranquila. Na medicina caseira ela é usada para exterminar abcessos e tumores. Usa-se socando bem as folhas e colocando-as sobre os tumores. O cozimento de suas folhas, em banhos quentes e demorados, é excelente para o reumatismo e hemorroidas.
Picão da Praia: Não possui uso ritualístico. A medicina caseira o indica como diurético e de grande eficácia nos males da bexiga. Para isso utilize-o sob a forma de chá.
Pimenta Darda: Aplicada em banhos fortes e nos assentamentos de Exu. Na medicina caseira, suas sementes em infusão são anti-helmínticas, destruindo até ameba.
Pinhão Branco: Aplicada em banhos fortes misturadas com aroeira. Esta planta possui o grande valor de quebrar encantos e em algumas ocasiões substitui o sacrifício de Exu. Suas sementes são usadas pelo povo como purgativo. O leite encontrado por dentro dos galhos é de grande eficácia colocado sobre a erisipela. Porém, deve-se Ter cuidado, pois esse leite contém uma terrível nódoa que inutiliza as roupas.
Pinhão Coral: Erva integrante nos banhos fortes e usadas nos de limpeza e descarrego  e nos ebó de defesa. Na medicina caseira o pinhão coral trata feridas rebeldes e úlceras malignas.
Pinhão Roxo: No ritual tem as mesmas aplicações descritas para o pinhão branco. É poderoso nos banhos de limpeza e descarrego, e também nos sacudimentos domiciliares, usando-se os galhos. Não possui uso na medicina popular.
Pixirica – Tapixirica: No ritual faz parte do axé de Exu e Egun. Dela se faz um excelente pó de mudança que propicia a solução de problemas. O pó feito de suas folhas é usado na magia maléfica. Na medicina caseira ela é indicada para as palpitações do coração, para a melhoria do aparelho genital feminino e nas doenças das vias urinárias.
Quixambeira: É aplicada em banhos de descarrego e limpeza para a destruição de eguns e ao pé desta planta são arriadas obrigações a Exu e a Egun. Na medicina caseira, com suas cascas em cozimento, actua como energético adstringente. Lavando as feridas, ela apressa a cicatrização.
Tajujá – Tayuya: É usada em banhos fortes, de limpeza ou descarrego. A rama do tajujá é utilizada para circundar o ebó de defesa. O povo a indica como forte purgativo.
Tamiaranga: É destinada aos banhos fortes, banhos de descarrego e limpeza. É usada nos ebó de defesa. O povo a indica para tratar úlceras e feridas malignas.
Tintureira: Utilizada nos banhos fortes, de limpeza ou descarrego. Bem próximo ao seu tronco são arriadas as obrigações destinadas a Exu. O povo utiliza o cozimento de suas folhas como um energético desinflamatório.
Tiririca: Esta plantinha de escasso crescimento apresenta umas pequeninas batatas aromáticas. Estas são levadas ao fogo e, em seguida, reduzida a pó, o qual funciona como pó de mudança no ritual. Serve para desocupar casas e, colocadas em baixo da língua, desodoriza o hálito e afasta eguns.
Urtiga-branca: É empregada nos banhos fortes, nos de descarrego e limpeza e nos ebó de defesa. Faz parte nos assentamentos. O povo a indica contra as hemorragias pulmonares e brônquicas.
Urtiga Vermelha: Participa em quase todas as preparações do ritual, pois entra nos banhos fortes, de descarrego e limpeza. É axé dos assentamentos de Exu e utilizada nos ebó de defesa. Esta planta socada e reduzida a pó, produz um pó benfazejo. O povo indica o cozimento das raízes e folhas em chá como diurético.
Vassourinha de Botão: Muito empregada nos sacudimentos pessoais e domiciliares. Não possui uso na medicina popular.
Vassourinha de Relógio: Ela somente participa nos sacudimentos domiciliares. Não possui uso na medicina caseira.
Xiquexique: Participa nos banhos fortes, de limpeza ou descarrego. São axé nos assentamentos de Exu e circundam os ebó de defesa. O povo indica esta erva para os males dos rins.


Ogum

Regente do ano 2015 junto com Iansã poderosa mãe dos ventos e raios, Hoje se inicia uma trajetória de guerras, falo das guerras da vida em si, todos os dias vencemos mais uma batalha de nossas vidas,mas nunca esquecendo que quem não luta jamais vence.Só os que levantam suas armas e vão atras de seus ideais terão a bênção de Ogum.
Se Ogum estiver no comando de sua vida ninguém poderá ser contra , nao nesse ano.
Haja com honestidade, verdade nas palavras da voz e do coração.
Muitas demandas hão de vir é certo que sim,mas muitas gloriosas vitórias também estão a galope tendo Ogum ao nosso lado, tenhamos coragem persistência e fé que só assim vamos passar 2015 com plenitude.
Referente as passagens do ano, Ogum sendo possuidor dos metais, aconteceram grandes desastres rodoviários, ferroviários, aéreos e náuticos. Muitos deslizamentos de terra, devido o movimento de Ogum. Sua força com Iansã trará tempestades com muitos ventos e raios, pessoas morreram devido esse fenômeno.

No campo do amor será um tempo de muitas alianças e compromissos que se firmam e se concretizam. Será um ano de conquistas pelo trabalho, todo trabalhador receberá suas recompensas.

OGUM E SUAS FACETAS


Orixá da guerra, das batalhas, dos metais, da agricultura, dos caminhos e da tecnologia.
Orixá guerreiro, defendendo as leis e a ordem, representa todas as batalhas da vida, ele faz parte de tudo aquilo que é preciso lutar para alcançar vitória.
Ogum ensina os homens a manufaturar o ferro e o aço, a ele pertence o "obé" – a faca utilizada para os sacrifícios.
Em muitas lendas aparece como irmão de Odé e Bará. Um símbolo de Ogum sempre visível é o màrìwò (mariô) - folhas do dendezeiro (igi öpë) desfiadas, que são colocadas sobre as portas das casas de candomblé como símbolo de sua proteção. Depois de Bará é o Ogum que está mais próximo dos homens. Seu símbolo principal é uma espada de ferro chamada idà, seu dia é a quinta-feira.
Senhor da guerra, dono do trabalho porque possui todas as ferramentas como seus símbolos. Orixá do fogo e do ferro em que são forjados os instrumentos como espada, a faca, a enxada, a ferradura, a lança, o martelo, a bigorna, a pá, etc. É o dono do Obé (faca) por isso vem logo após o Bará porque sem as facas que lhe pertencem não seriam possíveis os sacrifícios. Ogum é o dono das estradas de ferro e dos caminhos. Protege também as portas de entrada das casas e templos. Ogum é protetor dos militares, soldados, ferreiros, trabalhadores e agricultores.



Saudação - Ogunhê.
Dia da semana - segunda-feira para Ogum Avagã e quinta-feira para os demais.
Número - 07 e seus múltiplos.
Cor - vermelho e verde.
Guia - vermelho e verde escuros.
Oferenda - pipoca, farinha de mandioca mistura com dendê, costela de gado assada e três laranjas de umbigo cortadas em cruz.
Adjuntós - Avagã com Oyá Timboá ou Oiá Dirã, Onira com Oiá, Olobedé com Iançã, Adiolá com Oxum Pandá ou Iemanjá Bocí.
Ferramentas - alicate, espada, faca, bigorna, búzios, moedas, martelo, tenaz, lança e ferradura.
Ave - galo vermelho dourado.
Quatro pé - cabrito branco, vermelho, malhado ou escuro, menos preto.



Ogum Avagã - São Paulo
Ogum Onira, Olobedé e Adiolá - São Jorge


Característica dos filhos de OGUM


Os filhos de Ogum possuem um temperamento um tanto violento, são impulsivos, briguentos e custam a perdoar as ofensas dos outros. Não são muito exigentes na comida, no vestir, nem tão pouco na moradia, com raras exceções. São amigos camaradas, porém estão sempre envolvidos com demandas. Divertidos, despertam sempre interesse nas mulheres, tem seguidos relacionamentos sexuais, e não se fixam muito a uma só pessoa até realmente encontrarem seu grande amor.


Alguns cantigos de OGUM



XÔ XONIPADÔ
GAM GAM GAM XONIPADÔ

OGUM O QUEREMI
ARA OGUM ANIRE

AMACI DE AUÊ
ARA DE ADEÔ ANIRE

XONI DE ADEÔ XONI DE ADEÔ AMACI DE AUÊ
ARA DE ADEÔ ANIRE
AMACI DE AUÊ
ARA DE ADEÔ ANIRE

OGUM BEÔ MAIFAI OGUM ONIRA ADIO OGUM BEÔ MAIFAI OGUM ONIRA ADIO XONI DE ADEÔ ADEORA OGUM ONIRA EXÚ
ADEORA ORAORA ADEORA
OGUM ONIRA EXÚ
ADEORA ORAORA ADEORA

ARIOBÉ ARIOBÉ OGUM ANIRE ARIO OGUM ADEUÁ OGUM ANIRÊ ARIO OGUM ADEUÂ OGUM ANIRÊ
ARIOBÉ ARIOBÉ OGUM ANIRE ARIO OGUM ADEUÁ OGUM ANIRÊ ARIO OGUM ADEUÂ OGUM ANIRÊ

CALULO
ÓIA BELA MUTIÁ

OGUM ONIRA EUARA POBOUM
ADIACUNDAÊ OGUM ONIRA EUARA POBOUM ADIACUNADAÊ

ADIO CURE
CORUMÃ ONIRA É CORUMÃ

XONI MARAQUEUÊ XONI MARAQUEUÁ OGUNHÊ
ÓIA OGUM MAITÁ
OGUNHÊ
ÓIA OGUM MAITÁ

LOGUNDÊ ANIRE IRE IRE OGUMLÓ ACARADEÔ ANIRE IRE IRE OGUMLÓ
LOGUNDÊ ANIRE IRE IRE OGUMLÓ ACARADEÔ ANIRE IRE IRE OGUMLÓ

MABELA MURÉ MABELA PÔ
MABELA MUTIÁ LOQUELEÔ

LOQUELEÔ
AMORO

ORORORO MAFARA FIÁ MAFARA FIÁ MAFARA MAFARA FIÁ
ORORORO MAFARA FIÁ MAFARA FIÁ MAFARA MAFARA FIÁ

OGUM TALAJÓ
OGUM LAI OGUM LAI OGUM

ACARANHALÁ OGUM LÓ OGUM ONIRA É CASSAJÓ
ACARANHALÁ OGUM LÓ OGUM ONIRA É CASSAJÓ
OGUM ONIRA OGUM LÓ OGUM ONIRA É CASSAJÓ
ACARANHALÁ OGUM LÓ OGUM ONIRA É CASSAJÓ

OGUM ADEMIO
OGUM ELEFA TALADEMIO

ADELOCHA DE OGUM LÓ OGUM ONIRA VEMVEM
ADELOCHA DE OGUM LÓ OGUM ELEFA ERUMALÉ
OGUM ADEMIO
OGUM ELEFA TALADEMIO

OGUM ELEFA LAI LAI OGUM ELEFA LAI LAI
É DE LAI LAI LAI OGUM ELEFA LAI LAI

OGUM LORO OGUM LORO
EUAMAQUERE QUERE QUERE OGUM LORO ORIXÁ

OGUM MANISSÉO ARABÊ OGUM MANISSÉO ARABÊ
OGUM ABEÔ OGUM MANISSÉO ARABÊ

OGUM ABEÔ OGUM MANISSÉO OGUM MANISSÉO OGUM MANISSÉO OGUM
OGUM ABEÔ OGUM MANISSÉO OGUM MANISSÉO OGUM MANISSÉO OGUM

OGUM ACAMAFÁ CABECI LABEÔ
OGUM ACAMAFÁ CABECI LABEÔ
OGUM ACAMAFÁ
CABECI LABEÔ

OGUM ELEFA LAI LAI OGUM ELEFA LAI LAI
É DE LAI LAI LAI OGUM ELEFA LAI LAI

MASSAPAIA MASSAPAIA MASSAPAIA DORÊ OGUM DOIRE MASSAPAIA MASSAPAIA DORÊ
MASSAPAIA MASSAPAIA MASSAPAIA DORÊ OGUM DOIRE MASSAPAIA MASSAPAIA DORÊ
OGUM DOIRE MASSAPAIA
MASSAPAIA DORÊ

OGUM DAÊ AÊ AÊ
OGUM DAÊ ANAISSÔ

NÃNÃBREQUETE MOCEQUÉ
OGUM DAÊ ANAISSÔ

OGUM ANIRE
FARA BEM FARA OGUM FARA

quarta-feira, 18 de agosto de 2010



O evento acontecerá no período de 18 a 21 de setembro de 2010, no Hotel Everest, Porto Alegre/RS.

Os objetivos do encontro são:
- Fortalecer o debate em torno do tema "Terreiros e Saúde" reunindo diferentes lideranças de tradições de matriz africana e pesquisadores do País e do Estado do Rio Grande do Sul, bem como setores governamentais e não-governamentais da saúde em torno da temática “Comunidades Tradicionais de Terreiro Integrando Saberes, Fortalecendo Vínculos e Construindo o SUS”;
- Dar visibilidade aos saberes tradicionais das comunidades tradicionais de terreiro;
- Propor a construção de estratégias de interlocução entre terreiros e SUS.

sábado, 24 de julho de 2010


Recebi por e-mail enviado por Vanessa Martins, jornalista, integrante do grupo de estudo Afro Egbé Órun Àiyé, vale a pena conferir o material pois é muito bom. 


Infografia começa com a chegada dos escravos ao Brasil, trazendo as influências religiosas que geraram o candomblé e mostra dados históricos e culturais da religião
O infografista Ary Moraes e a repórter Clarissa Monteagudo receberam o prêmio de Excelência Jornalística 2010 da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), pela infografia "Candomblé". O trabalho foi publicado no EXTRA do dia 25 a 31 de janeiro de 2009, durante a série de reportagens "Inimigos de fé". O júri destacou o formato das páginas que permite fazer uma coleção com informações históricas e culturais sobre o candomblé, elogiou o uso das cores e a integração entre a infografia e o tema das reportagens, que abordaram o preconceito contra religiões de matriz africana no Brasil.  O prêmio SIP foi criado para estimular a liberdade de expressão e premiar a excelência jornalística em todo o continente americano. A entrega do prêmio a Ary Moraes e Clarissa Monteagudo será durante a 6ª Assembleia Geral da SIP no México.
O grande prêmio SIP foi concedido ao jornalista venezuelano Guillermo Zuloaga, por ser um símbolo na luta da liberdade de expressão no seu país.
Veja a infografia premiada da série Inimigos de fé:

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Amigos, cabe a nós o dever de informar que continuamos com nosso projeto Batucando no Rio Grande do Sul. Mas estamos com dificuldades de administrar as matérias pois estamos criando uma loja virtual que está no ocupando muito tempo. Mas temos a certeza que iremos em breve trazer muito material novo para esse espaço.

Rodrigo Heck

terça-feira, 6 de julho de 2010

Responsável por um centro de umbanda, Cristiane Tomaz de Oliveira registrou ontem queixa na ouvidoria da Polícia Militar de Jaraguá do Sul por abuso de autoridade. Segundo a mãe de santo, 12 policiais militares teriam invadido, no fim de semana, o centro que ela coordena na rua Adolfo Augusto, no bairro Czerniewcz, detido três pessoas, entre elas um adolescentes de 17 anos, e quebrado um instrumento.

De acordo com Cristiane, há pouco mais de um ano que o Centro de Umbanda Caboclo Pajelança atua na rua Adolfo Ziemann. Os cultos no terreiro ocorrem todos os sábados, das 19 horas até as 22h30, diz. “Não faço cultos em dias de semana para não atrapalhar os vizinhos”, alega. Mas na PM, há registro de vizinhos descontentes com o barulho. “Da primeira vez que a PM apareceu aqui, conseguimos resolver na conversa. No segunda, fui detida e encaminhada para a delegacia. No sábado, 12 policiais invadiram o centro, utilizando armas de choque, duas escopetas e pistolas. Meu filho de 17 anos foi algemado e jogado no camburão, como se fosse um bandido”, conta a mãe de santo.

Um professor 45 anos acrescenta que o policial responsável pela operação escolheu aleatoriamente as pessoas que seriam presas. Frequentador do local, um empresário de 27 anos foi um dos “escolhidos” com Cristiane e o adolescente. O trio foi liberado duas horas depois. “Temos leis que protegem os cultos religiosos. Eles não podem simplesmente nos prender”, ressalta o empresário.


O que diz a PM
De acordo com o soldado Jean Rudolf, responsável pela assessoria de imprensa da PM de Jaraguá, o 14º Batalhão irá apurar a denúncia feita na corregedoria na tarde de ontem pela mãe de santo Cristiane de Oliveira. O processo pode demorar 40 dias para ficar pronto. “Se for confirmado o abuso de poder, será aberto uma sindicância interna”, acrescenta. Rudolf afirma que assim que chegaram as denúncias no sábado de perturbação do sossego, às 19 horas de sábado, quatro viaturas foram enviadas para o terreiro de umbanda para tentar uma conversação. “Os policiais bateram na porta, a sirene foi ligada e até os chamamos pelo megafone. Mas como não houve resposta, foi necessária a invasão para confirmar o flagrante”, afirma. O soldado também diz que o centro de umbanda tem liberdade de celebrar o culto. “Mas o direito deles termina onde começa o direito do outro. Não podem perturbar o sossego alheio”, orienta. O soldado ainda acrescenta que assim que a Polícia Civil pedir informações sobre o caso, todas as ligações do 190 que pediam a interferência da polícia durante o culto serão anexadas ao inquérito.


Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;
VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva;
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;

CÓDIGO PENAL - DECRETO-LEI N.º 2.848, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1940
CAPÍTULO I: DOS CRIMES CONTRA O SENTIMENTO RELIGIOSO
Ultraje a culto e impedimento ou perturbação de ato a ele relativo
Art. 208 - Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso:
Pena - detenção, de 1 (um) mês a 1 (um) ano, ou multa.
Parágrafo único - Se há emprego de violência, a pena é aumentada de um terço, sem prejuízo da correspondente à violência.

LEI Nº 7.716, DE 5 DE JANEIRO DE 1989 - Define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor.
Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)
Nota: Assim dispunha o artigo alterado: "Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de preconceitos de raça ou de cor."

Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. (Redação dada  pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)
Pena: reclusão de um a três anos e multa.

LEI Nº 9.459, DE 13 DE MAIO DE 1997 - Altera os arts. 1º e 20 da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, e acrescenta parágrafo ao art. 140 do Decreto-lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940.
"Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional."
"Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
Pena: reclusão de um a três anos e multa.

Art. 2º O art. 140 do Código Penal fica acrescido do seguinte parágrafo:
"Art. 140. (...) § 3º Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião ou origem:
Pena: reclusão de um a três anos e multa."

Lei de Abuso de Autoridade - Lei Nº 4.898, de 9 de dezembro de 1965 - Regula o Direito de Representação e o processo de Responsabilidade Administrativa Civil e Penal, nos casos de abuso de autoridade.

Art. 3º. Constitui abuso de autoridade qualquer atentado:
d) à liberdade de consciência e de crença;
e) ao livre exercício do culto religioso;
h) ao direito de reunião;